sábado, 27 de junho de 2009

Apresento aqui, todo o processo produtivo do videoclipe Samba Morena...
do roteiro, passando pelo storyboard, animatic, confecção de personagens, cenários, testes de luz... fotografias, edição , som... e mais de 3 mil fotos depois..

Animação stop motion dá muito trabalho mesmo.. mas o final é realmente compensador..
vc ver os bonequinhos se mexendo e ganhando vida
mas tá aqui, disputando o prêmio do voto popular de melhor animação..

passem pelo site do Conexão Vivo..
http://cacinho.conexaovivo.com.br/
assistam a animação lá..
votem embaixo da minha caricatura:
VOTE NESTE PERFIL...

terça-feira, 23 de junho de 2009

AMIGOS CONTO COM O APOIO DE TODOS...
ASSISTAM AO CLIPE..
SE GOSTAREM... DIVULGUEM AOS SEUS CONTATOS E AMIGOS...

AGORA, SE NÃO GOSTAREM..
DIVULGUEM AOS SEUS CONTATOS E INIMIGOS..

KKKKKKKK

O IPORTANTE É ACESSAR:
http://cacinho.conexaovivo.com.br/
E VOTAR EM VOTE NESTE PERFIL

DESDE JÁ CONTO COM O APOIO DOS AMIGOS

quinta-feira, 18 de junho de 2009

voto popular no CONEXÃO VIVO




Por meio de edital, o Conexão Vivo - Animações selecionou 12 realizadores de vídeos de animação que produziram videoclipes de artistas do Conexão Vivo.
Agora está na hora de premiar o melhor videoclipe de animação por meio da votação popular. Olá gente minha animação SAMBA MORENA, video clipe da música do grupoDois do Samba está concorrendo a melhor video clipe pelo voto do juri popular..Mais uma vez conto com o apoio dos amigos... A votação popular já começou no Site do Conexão VIVO...basta entrar no meu perfil pelo link:


e votar em baixo da minha foto do perfil

VOTE NESTE PERFIL

terça-feira, 31 de março de 2009

A LUZ NA ANIMAÇÃO


Tudo o que a gente enxerga, é um processo que começa a partir de uma fonte energética que produz a luz. Seja ela, o sol ou fontes de iluminação artificiais, como as lâmpadas.
A iluminação em cinema é o que permite ao espectador perceber o que se passa na tela, mas não apenas isso. Pois também tem como função ajudar a criar o clima contando visualmente o que se passa em uma cena.
Na animação stop motion, como não podemos nos dar ao luxo de usar a luz do dia, pois o Sol e a Terra se movimentam e a luz vai se modificando a cada clique, olhando foto por foto, quase não vemos diferença, mas ao passar 30 fotos por segundo a luz vai estar tão animada quanto seus personagens.
Então, pra resolver isso, feche bem portas e as janelas do set, a iluminação será artificial.
A técnica cinematográfica de Hollywood tem mais de cem anos, porém permanece baseada neste mesmo princípio de iluminação em três pontos de luz, mudando muito pouca coisa ao longo de todo este tempo.
Use de preferência 3 pontos de luz, uma principal, uma luz rebatida e uma contra luz, assim você terá uma imagem bem definida e bem recortada.
Uma boa saída é usar lâmpadas frias, além de mais econômicas não aquecem o ambiente.

ATAQUE – Ilumina o objeto, permitindo ao observador ver o objeto. Num plano clássico, a luz de ataque ou key light é brilhante e forte vindo de cima e de um lado a outro da face do personagem. Puristas dizem que o ataque deve ser mirada de modo que a sombra do nariz toque o canto da boca do personagem. È natural que a luz de ataque sempre esteja posicionada levemente acima do personagem, pois no mundo real a luz vem do céu ou em ambientes fechados de luzes colocadas no teto.

REBATIDA – Ou Fill light é uma luz de preenchimento. Ela é colocada na frente do personagem, em lado sempre oposto a key light. É uma luz leve que tem a finalidade de preencher os espaços vazios gerados pela sombra da key light. A fill light reduz o contraste total da imagem, principalmente na face.

CONTRALUZ – A contraluz ou backlight ilumina o personagem por trás, recortando-o do fundo e separando didaticamente o elemento de primeiro plano para uma percepção mais simples da platéia. A backlight costuma ser colocada atrás do personagem, voltada na direção da câmera de modo cuidadoso para que ela não apareça na cena. A backlight pode ser a luz mais forte em todo o set.

Iluminar corretamente é parte de sua função de animador. Você não quer ter que refilmar tudo novamente porque há um erro na luz, certo? Então verifique tudo duas ou três vezes e mantenha-se sempre atento.
A ajuda de um diretor de fotografia com experiência neste setor será de grande valia para seu projeto.


DETALHES NA HORA DE “FILMAR”
O ideal é que seus refletores estejam montados sobre tripés específicos, sempre a uma boa distância do set onde as miniaturas estejam. Isso permite à equipe de animação modificar a posição dos bonecos, fazendo as alterações necessárias sem correr o risco de esbarrar em um refletor, porém nem sempre isso é possível e se os tripés estiverem próximos prenda-os ao chão com porcas e parafusos.
Se sua produção terá uma duração mais longa ou se trata de um vídeo profissional de stop motion, adaptações no seu estúdio poderão facilitar muito, como a adaptação de uma estrutura metálica de teto que prenda os refletores em uma posição fixa. Isso previne os problemas de esbarrões nos suportes dos refletores. Mas será sempre necessário o uso de alguns refletores extras de chão para aumentar o detalhe em áreas específicas do cenário.
Pantógrafos presos ao teto ou a parede também são bem vindos, pois assim você pode recolher ou esticar a iluminação sobre o seu cenário.


FOTO: cena de A HISTÓRIA DE JOÃO DAS ALFACES (cena2, plano1, foto 082)


Direção de Fotografia: DANIEL CANDIAN


Animação: Cacinho e Daniel Monstrozit


Direção: Cacinho






terça-feira, 17 de março de 2009

O Náufrago e a Sereia sofreu uma censura no YouTube...
Recebi, semana passada um email me avisando que meu vídeo foi excluído, rejeitado por ter conteúdo impróprio e por descumprir algum termo de responsabilidade....
Fiquei pensando... Será que depois de mais de 4 meses no ar, alguém denunciou a animação por conter cenas de sexo implícito???
Muito moralista esse povo.. com certeza não assiste a TV do Roberto Marinho.
Tudo que tem ali, aparece em qualquer novela da Globo e, em live action, não em animação. Não mostrei nada, só induzi, até por que era um festival de animação erótica e não um festival de animação pornô.
É uma animação premiada, num festival internacional, único do gênero. Foi assistido no You Tube por mais de 500 pessoas.

Agora só dá pra assitir aqui neste post ou no Porta curta Petrobrás.
No link:
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=8722#

Ali, além do filme você pode ver toda a ficha técnica, e ler o roteiro, pode deixar um comentário.. .

É isso...

Estou com o roteiro da próxima animação erótica que vou produzir, junto com meu sobrinho e parceiro Diogo Borges.

Semana que vem devo começar a pré produção.

abraços

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

ROTEIRO PARA CURTA METRAGEM

A função do roteirista varia bastante de acordo com o tipo de filme produzido. Normalmente o primeiro passo de um roteiro é a descrição da ação da história simplificada, em uma ou duas páginas, chamado "STORY-LINE".
Ter uma boa ideia é apenas a ponta do iceberg de um processo que exige muito esforço e insistência. O ato de escrever é um hábito que requer muito treino, dedicação e paciência.
Um roteiro é uma história contada com imagens, expressas dramaticamente em uma estrutura definida, com início, meio e fim, não necessariamente nessa ordem.
Se, ao lermos um roteiro e não conseguimos visualizar a cena, certamente ele tem problemas. Um bom roteiro contribui para que o filme seja preparado de modo mais adequado, poupando tempo, pois tem que ser bem descritivo.
Um roteiro bem formatado, deve ter as cenas bem pontuadas, assim como suas mudanças; que o conteúdo visual esteja cuidadosamente descrito; que seja fácil de ler, em espaço duplo, sem rasuras e correção, e com todas as páginas numeradas.
Normalmente, os filmes de maior sucesso de público obedecem a uma estrutura dramática que ele, o público, tem facilidade de acompanhar.
Nos primeiros minutos do filme de curta metragem, descobrimos sobre o que é a história, suas circunstâncias dramáticas, quem são os seus personagens e o que eles fazem.
Esta é a fase em que o nosso herói está no seu ambiente natural, até que alguma coisa o impele a caminhar em direção à aventura, ou seja, a fase em que ele tem de tomar uma decisão e enfrentar a situação que vai modificar sua vida.
Em um determinado ponto, serão encontrados os obstáculos que impedem o nosso personagem de atingir os seus objetivos, o que o leva a uma confrontação. Esse vai ser o desenrolar do curta.
Perto do final da confrontação, novamente algo deve acontecer que levará a nossa história para o final. Conseguirá o nosso personagem atingir os seus objetivos? A história termina com um happy end. O nosso personagem morre no fim? Essa parte da história pode ser contada até depois que os créditos subiram, para dar mais dinâmica ao filme.
Não existe dramaticidade em uma história sem conflitos, mesmo as comédias. São os conflitos que impulsionam a história, e a resolução deles é que prende a atenção do espectador.

FOTO DO CURTA METRAGEM
ALBERICO PROCURA
PRÊMIO DE MELHOR ROTEIRO no I Universo Olhar Digital/2006/ Juiz de Fora/MG
MENÇÃO ESPECIAL no II Festival Curta TrÊs Rios/2006/Três Rios/RJ

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


O Som na Animação

Quando a gente assiste uma animação quase sempre fica vidrado nas imagens e acaba não prestando atenção merecida aos sons e barulhos que acontecem na cena. Agora experimente assistir ao mesmo filme sem esse recurso. Fica chato né?
O som é um elemento essencial na obra não só de animação, mas de todo o cinema, tanto no que se refere à linguagem cinematográfica, como através de seus aspectos técnicos.
É quase que instintivo, natural, do homem associar som à imagem e vice-versa. Mesmo os filmes mudos eram passados com pelo menos um pianista no cinema, tocando uma música para acompanhar as imagens. Alguns cinemas maiores tinham orquestras inteiras acompanhando o filme e muitas vezes com partituras originais. Chaplin foi um que sempre se preocupou com a música certa para a ação corrente. Muitas vezes compôs partituras para acompanhar seus filmes.
Mas o som da animação não é só música. Todos os sons terão que ser criados, para que dêem credibilidade à cena. Muitas engenhocas são criadas para que o som pareça natural ou até mesmo exagerado.
Eu tenho um pequeno projeto desde 2006, de um curta de animação com robôs.. o RECICLANDO IDÉIAS - Sucata Animada. Daí, fiz um curta de um robozinho que vem na Terra e planta um pequeno arbusto que começa a dar vida ao planeta de novo. não em fala, só sons, mas poucos sons.
Porém, ainda fiquei com uma outra historia de robozinhos operários num planeta hostil, com um governante (também um robô) autoritário. Essa animação não dei continuidade porque em primeiro lugar ainda não tinha juntado sucatinhas suficientes pra montar o universo que preciso e em segundo lugar não sabia como vou explicar o que está acontecendo sem que os personagens falassem e neste filme eu teria uma cidade de robôs. Tudo isso foi pensado em 2006....
Em 2008 a Disney/Pixar lançaram Wall.E...
Engraçado é que o que faz os humanos voltarem é uma plantinha. Ainda bem que meu curta foi feito antes e pude participar de festivais em 2007...

Pra quem ainda não alugou Wall.E da Pixar/Disney, aluguem e assistam ao extra, onde o engenheiro de som Ben Burtt, comenta sobre os sons criados para esta animação e também faz uma visita aos primeiros efeitos sonoros criados pela Disney. Vale a pena tanto quanto o filme. É uma aula!
Com certeza me ensinou muita coisa...
neste site tem o vídeo do extra: